The Snake Stories

Série Contos de Snake - Tempo Paralelo, Caleidoscópio e Romances em Fragmentos



Parte 2 - Males Que Vêm Para O Bem
Forte Danúbio
21:18h de Sexta-Feira.
M
esmo após a morte de Mestre Anthrax há oito anos, o subgrupo paramilitar Resistência  Autônoma, comandado pelo Bruxo português Casimiro Arcoverde, não foi dissolvido.
Muitos Soldados Escuros, Bruxos e Bruxas aliados às Trevas, ainda estavam soltos, praticando o terror, continuando a perpetuar os ideais de seu Mestre, formando novos seguidores cada vez mais sagazes, que estavam criando outras formas de divertimento em ataques a Inconscientes, criando novas maldições!
Agora, sem um mestre para guiá-los, e pegando emprestado apenas as ideias básicas de Anthrax, os Novos Soldados tornaram-se ainda piores, assim como fica quando o crime organizado é desmantelado e é cada bandido por si. Esses Novos Soldados se tornaram mais ousados,  aprofundando-se ainda mais nas Artes Obscuras, criando novas maldições ao mesclar características das antigas.
Estavam dando muito trabalho para os Detetives e Agentes de Lei da Secretaria de Segurança do Governo do Mundo Magnífico, principalmente para o Resistência Autônoma. O trabalho de Arcoverde e seus aliados tinha se triplicado, pois eles precisavam lutar também contra o recrutamento de mais Bruxos que estivessem dispostos a testar seus limites e sua violência.
-- Grande programão! - O chavão básico disparado por Roland Orsabel, Detetive da Secretaria de Segurança do Governo do Mundo Magnífico da Inglaterra, assim como Pedro Garret.
As reuniões do Resistência, por diversas vezes, atravessavam a noite e adentravam o fim de semana. Por causa dos constantes ataques, as reuniões passaram a ser todas às sextas-feiras, para certo desespero de alguns jovens membros.
-- Tudo bem que temos que deter os novos Soldados, mas, pô! Temos que nos divertir também! Já trabalhamos sem parar a semana toda! - Segundo chavão de Roland. Os outros membros há muito pararam de retrucar e começaram a ignorá-lo, simplesmente. Todos sabiam que enquanto Pedro ainda ali estivesse Roland também estaria.
Eram necessários muitos estudos, pesquisas, planejamentos. Precisavam premeditar os ataques, que agora estavam se tornando públicos demais, pois os Novos Soldados Escuros estavam atacando em vias públicas os Inconscientes, à vista de todos. Já não era mais só uma questão de detê-los. Era necessário também evitar que os ataques e a exposição excessiva continuassem, pois isso ameaçar seriamente o Mundo Magnífico.
Inconscientes eram seres inúteis sem Magia, de fato, mas não por isso menos inofensivos. Muito pelo contrário! Se estes descobrissem a existência de um mundo paralelo, que pode tranquilamente dominar o Mundo Incônscio, bastando assim a vontade dos Bruxos, com certeza haveria a detonação de uma guerra de proporções inimagináveis! Afinal, poder de destruição em massa os Inconscientes têm de sobra! Dizem até que eles têm em mãos armas capazes de aniquilar literalmente o planeta 50 vezes!
Definitivamente, não poderiam descobrir a existência do Mundo Magnífico! Seria uma carnificina de ambos os lados! E diante da estupidez dos Incônscios, nem a Magia teria o poder necessário para frear a fúria que despertaria neles, visto a exemplo do que os próprios fazem uns aos outros, como se destroem e se matam!
No Forte Danúbio estavam apenas alguns membros veteranos do Resistência, como Pedro, Roland, Vincent e Moon Orsabel, Jim Thomas (que teve mais sorte que Dakini, e conseguiu salvar a família Incônscia em tempo), Virgínea - que não desgrudava de Pedro – Angra Hellmann e, claro, Casimiro Arcoverde, ainda mais velho e dando sinais de cansaço e esgotamento.
" -- Não importa se são Bruxos ou Inconscientes, a natureza do ser humano é tirânica e sempre tentará dominar seus semelhantes, assim como domina outras espécies. Quando um tirano cai, há outro para tomar seu lugar..."
Nos últimos tempos, era a essa frase que Arcoverde repetia para si e para quem quisesse ouvi-la. " ¾ Coisas de um velho cansado demais..." completava. Nada bom alguém que é mentor de muitos fazer tais afirmações, mas todos sabiam que ele já tinha vivido e visto coisas demais, e a pouca esperança era algo natural para aquele que tenha vivido o inferno tantas vezes. Todos se empenhavam ao máximo para manter a situação sob controle. Faziam questão de mostrar todos os avanços que vinham tendo. Era o mínimo que podiam fazer por Arcoverde: dar-lhe um pouco de conforto... talvez, ele não tivesse mais tanto tempo.
Apesar de Angra Hellmann continuar sendo o mesmo antissocial de sempre e, agora, um pouco mais amargo, se é que isso era possível, sua presença no quartel general do Resistência Autônoma era mais constante do que costumava ser tempos atrás. Porém, na maioria das vezes, apenas uma rápida permanência, para alívio de alguns membros.
-- Esse cara tem mesmo muita sorte de ainda estar vivo! Quem sabe NÓS damos alguma sorte qualquer dia desses e o encontremos carbonizado por aí com aquela nova maldição?!
-- Cala a boca, Roland! Tá maluco, cara!?! - Recriminou em voz baixa Pedro, indignado. ¾ Tudo bem que o cara não é nenhum miss simpatia, mas ele faz e já fez muito para ajudar a todos! Graças a ele eu consegui... digo, nós conseguimos matar Anthrax... - terminou Pedro, com a voz quase sumindo.
--  Caramba! Não precisa ficar assim! Fica aí todo condoído só porque não vou com a cara do Homem Infernal?! Depois que ele te salvou de ser morto pelo Velhaco, tornou-se o seu heroizinho, é? - Roland falou em tom manhoso e arrastado, fazendo umas caras muito esquisitas.
Pedro não se aguentou:
-- Isso são ciúmes, é? Você sabe que eu não te troco por nada! - Pedro falou, imitando Roland.
-- Cala a boca vocês dois, seus palhaços! - Virgínea advertiu, um pouco alto entre risadas, abraçando Pedro. -- Só faltava você me trocar pelo meu próprio irmão!
— Claro que não, querida! Você é mais leve pra carregar pra cama! - Pedro dispara em tom malicioso, jogando um olhar provocador para a esposa.
— Shhhiii! – Apesar de nova advertência, Virgínia não consegue deter a risada. E os três caem numa rápida gargalhada aberta, que atraem para eles os olhares fuziladores de Hellmann e do senhor e senhora Orsabel, pais de Roland. Porém, o olhar de Hellmann caiu mais fulminante sobre o casal.
" -- Como esse Garret idiota pode escolher essa garotinha sem graça e sem razão de existir, quando poderia ter para si a..."
Arcoverde interrompeu divertido os pensamentos de Hellmann, chamando sua atenção.
-- Meu caro Angra, poderia continuar o relato sobre as medicações para os efeitos das novas maldições?
-- Ah, sim, claro, claro...
Hellmann vinha, há tempos, desenvolvendo junto ao Mestre Alquimista Hardock Lobo, novas medicações para antigos males que afligiam os Bruxos, e também que pudesse reverter os efeitos em vítimas de feitiços letais ou mesmo acidentes magísticos. Os pacientes de St. Germain eram, assim podia-se dizer, suas cobaias. Mas, diferente das drogas dos Inconscientes, suas medicações realmente davam resultados e não causavam efeitos colaterais.
Com o desenvolvimento de novos feitiços letais, eram necessários novos experimentos e novas medicações para deter os danos que tais feitiços causavam àqueles que não sucumbiam a eles. Através de alguns contatos de Bruxos que agiam infiltrados no Mundo Incônscio, alguns que se tornaram médicos para acompanhar os casos das vítimas de ataques dos Soldados Escuros, as medicações também eram administradas aos Inconscientes, porém a dosagem era menor e menos concentrada, caso contrário, ao invés de salvar, acabaria matando a vítima, já que eles eram mais frágeis fisicamente também.
Mas havia o maldito novo feitiço, que conseguia ser ainda mais terrível que a Mortificare, o Feitiço da Morte, que nem era tão terrível se comparado ao outro, pois dava à vítima uma morte limpa e instantânea! Muito ainda tinha que se estudar a respeito. Hellmann apenas conseguiu, até então, corpos carbonizados para necrópsia. Provavelmente, tal feitiço de Magia Negra, assim como o Mortificare, era irreversível. Todas as vítimas jamais sobreviveram... e nem teriam como! O novo feitiço era chamado Crucificação pelo Fogo - extremamente horrível: atingia diretamente o centro nervoso da vítima, provocando dores atrozes e fulminantes, elevando a temperatura corpórea a ponto de provocar combustão espontânea. Até o momento, todas as vítimas eram Inconscientes; ainda não havia indícios de alguma vítima do mundo Bruxo.
A reunião se desenrolava com os membros expondo seus estudos e opiniões, quando se materializaram por teletransporte os dois Agentes de Lei, Rasmut Xagâl e Tarsila. Eles vinham diretamente da Secretaria de Segurança do Governo Magnífico, para onde levaram dois Soldados Escuros capturados, que tinham aterrorizado o centro financeiro de Londres há poucas horas. Ambos agentes estavam visivelmente abatidos, com olhares vidrados pelo que presenciaram.
-- Temos boas e más notícias... - anunciou Xagâl, um pouco ofegante.
-- Má notícia nem precisa dizer: eu adivinho! Ataque de Novos Soldados a Inconscientes...? - Pedro arriscou um palpite certo. Esses ataques estavam se tornando cada vez mais banalizados, o que tornava a situação ainda mais terrível.
-- É isso, mas não somente... - dizia uma Tarsila igualmente esgotada, deixando sua voz se perder aos poucos.
-- Por favor, Tarsila e Xagâl, sentem-se e relaxem um pouco antes de nos contar algo. - Arcoverde ordenava num tom muito suave e paternal.
-- Irei preparar um chá para vocês. - prontificou-se Moon Orsabel, mãe de Roland e Virgínia.
-- Obrigado... – dizia Xagâl, ainda mais cansado e triste, sentado-se à mesa. Tarsila, ao seu lado, olhava tristemente os veios da madeira da mesa.
-- Desta vez foi muito sério, não é? - Hellmann disse num tom macio, como se tivesse se contagiado com a melancolia dos dois Agentes de Lei. Ele se pôs diante deles, do outro lado da mesa.
Xagâl levantou o olhar para Hellmann, quase não acreditando que o ouvira naquele tom de voz. ¾ É... sim, Angra... mas, também tenho uma boa notícia, se é que se pode chamar dessa forma... - sua voz foi falhando e Xagâl voltava o olhar para baixo novamente.
Moon entrou na sala carregando uma bandeja de prata com xícaras de chá e biscoitos, já servindo a Xagâl e Tarsila.
-- Obrigado, Mãezona... diziam em unissono os dois Agentes. Por tantos anos que Moon Orsabel vinha cuidando de todos, fazendo as refeições, dando ordens para se lavarem, escovarem os dentes, irem dormir, dando conselhos e recomendações, que ela acabou ganhando o apelido mais que carinhoso de "Mãezona".
A essa altura, todos os presentes se silenciaram e se aproximaram da mesa onde estavam Xagâl e Tarsila. Esperavam que eles se refizessem para passar as informações. A atmosfera ficou um pouco carregada com toda aquela melancolia.
Xagâl bebeu do chá e pôs a xícara lentamente sobre a mesa, ganhando mais alguns instantes para recuperar o fôlego. Fechando os olhos e respirando fundo, começou sua narrativa sobre o que havia acontecido naquele início de noite.
-- Hoje, por volta das dezoito e trinta, fomos acionados para conter mais um ataque de Novos Soldados... conseguimos capturar dois, que haviam sido contra-atacados, mas, segundo testemunhas, havia mais um, que conseguiu fugir antes que chegássemos.
-- Contra-atacados? Quer dizer que os Inconscientes conseguiram revidar novamente? - Perguntou Pedro, com um meio sorriso no rosto.
-- Por favor, Pedro, já chego a essa parte... - pediu Xagâl, olhando para o rapaz de forma muito cansada.
-- Acho que esse foi o pior ataque destes últimos tempos... - informou Tarsila, com os olhos avermelhados.
-- É... creio que sim... esses três Soldados atacaram em plena Avenida Central de Londres, num horário em que as ruas estavam lotadas de Inconscientes que saíam do trabalho. E, sendo uma sexta-feira, esse movimento de pessoas aumenta muito, pois muitos ficam nas ruas por mais tempo...
-- O que vimos parecia com aqueles ataques terroristas organizados por Inconscientes! Muitas construções estavam danificadas! Havia muita gente ferida, muitos mortos...
-- É... talvez uns cinco mortos... três com certeza! Estavam carbonizados! - Completou Xagâl.
-- A Crucificação? Usaram o feitiço de Magia Negra? - Perguntou Roland.
-- Possivelmente... - respondeu Tarsila, sem desviar o olhar dos veios da madeira da mesa.
-- O estrago foi grande e não pudemos fazer muita coisa, nem sequer pudemos usar Hipnose para alterar a memória nas testemunhas!
-- O quê? Então, como é que vai ficar isso? - Perguntou de forma indignada Vincent Orsabel, com pavor nos olhos.
-- O Governo está cuidando dessa parte... e junto com nossos infiltrados dentro do Governo Incônscio, eles deverão atribuir o ataque dos Soldados a algum ataque de terroristas Inconscientes... afinal, a Inglaterra tem sofrido um bocado com terrorismo nos últimos anos. - Respondeu Tarsila, dando de ombros e bebendo um pouco mais do seu chá.
-- E quanto ao contra-ataque aos dois Soldados? Vocês sabem o que aconteceu? – Finalmente Arcoverde se pronunciou.
-- Essa é a parte da boa notícia... ou da notícia não tão ruim. Um dos Soldados foi nocauteado e o outro petrificado. - Xagâl disse num só fôlego e esperou pra ver a reação dos outros.
Todos se entreolharam, como se estivessem ainda absorvendo a informação e quisessem saber o que o companheiro pensava a respeito.
-- Bom... sabemos que há muitos Bruxos que gostam de viver no mundo dos Inconscientes... foi sorte que esse Bruxo estivesse lá nesse momento, não é? Digo... talvez os danos tivessem sido ainda maiores. – Sr. Orsabel falava esperançoso, com um pequeno sorriso no rosto.
-- Certamente... - completou Xagâl, calmamente. ¾ Todos sabem que agora os grupos de Agentes de Lei andam sempre acompanhados por uma pequena equipe de paramédicos, para prestar os primeiros-socorros às vítimas antes de chegar o socorro Incônscio. Quem contra-atacou os Soldados foi uma Bruxa, mas ela foi atingida por uma maldição, infelizmente!
O ânimo de todos terminou por se exaurir por completo e a sala ficou num silêncio absoluto por instantes. Jim, Roland, Virgínea e Pedro sentiram uma leve pontada no peito. Hellmann cerrou forte os punhos sobre o espaldar da cadeira em que estava se apoiando.
Tarsila sentiu os pesares de todos e, tentando reanimar um pouco, deu um leve sorriso: ¾ Ei, ei! Isso faz parte da boa notícia!
-- Ah, claro! Realmente uma notícia não tão ruim, não é mesmo? - Hellmann parecia ter perdido toda a paciência que havia mantido até então.
-- Calma, Angra! Ainda não terminamos! - Pediu Xagâl.
--  Não sabemos quem é essa Bruxa. Ela foi levada imediatamente para St. Germain. Os paramédicos fizeram uma rápida avaliação e desconfiaram que ela fora atingida pela Crucificação Pelo Fogo!
--  O quê?! Ela recebeu uma Crucificação Pelo Fogo e sobreviveu? - Hellmann olhava incrédulo para Xagâl, mas seus olhos demonstravam ansiedade.
-- Se for mesmo isso, será ótimo! - Arcoverde ergueu os ombros e mantinha um franco sorriso nos lábios. -- Sabemos que nós, Bruxos, temos mais resistência e, se essa Bruxa sobreviveu ao ataque da Crucificação Pelo Fogo, isso quer dizer que é possível desenvolvermos uma contra-maldição! - Arcoverde caminhou lentamente, olhando para o piso com um largo sorriso no rosto e os olhos brilhando de esperança.
-- E vocês, ao menos, conseguiram ver o estado dessa Bruxa? - Hellmann estava novamente calmo.
-- Bom, pelo que vimos quando ela foi erguida pelos paramédicos, não parecia estar carbonizada. - Tarsila resondeu.
-- Estou indo para St. Germain, Casimiro. - Anunciou Hellmann. ¾ É provável que St. Germain entre em contato a qualquer momento, então me adiantarei. Se for possível frear esse maldito feitiço, que seja o quanto antes!
-- Eu ia lhe pedir exatamente isso, Angra. Vá e nos mantenha informados, por favor.
Enquanto Hellmann se desmaterializava em teletransporte, Roland se virava para os amigos, para mais um comentário maldoso.
-- E quem disse que ele perderia um segundo que fosse para mostrar suas grandes habilidades?! Grande babaca, isso sim!
-- Roland, tudo que te importa é o seu ódio pelo Hellmann, não é? Pouco importa se essas atitudes arrogantes dele conseguem salvar vidas?! - Pedro o recriminava mais uma vez, com olhar fulminante.
-- Ih... ficou com raivinha de novo, é? - Roland falava com desdenho.
-- Ah, podem parar! Não comecem com essas babaquices de novo, que não tem mais graça! - Virgínea reclamou, irritada e cansada de estar naquele Forte.
-- Vocês... - Jim olhava para o chão com ar preocupado, falando pausadamente com receios. ¾ ...quem vocês acham que poderia ser essa tal Bruxa que recebeu a Crucificação Pelo Fogo? Seria possível que fosse a... Dakini?
Pedro o interrompeu, irritado.  -- Ah, qual é Jim?! Só porque ela vive no Mundo Incônscio, acha que ela se envolveria em algo assim? Duvido que ela ainda saiba empunhar um Bastão Magístico!
-- Você não se lembra daquelas coisas horríveis que ela nos disse anos atrás? - completou Virgínea, agora certamente irritada. -- Ela falou claramente que jamais queria voltar a ter qualquer contato com o Mundo Bruxo! E ela incluiu nisso todos nós!
--  Ah... vejam bem, ela estava passando por uma situação terrível... estava muito abalada com tudo que aconteceu... não acho que devíamos ter levado tão a sério o que ela havia falou de não querer mais qualquer contato com nosso mundo! - Jim estava angustiado, encarando Pedro nos olhos.
-- Tá, tá, tá! Não vamos começar de novo, Jim! - Falou Roland, irritado também. ¾ Esse assunto morreu há anos! Dakini não merece sequer que falemos mal dela, sequer deveria ser mencionada entre nós! Acabou, entendeu?! Ela fez a escolha dela! E ela nos pôs fora dessa escolha!
-- Roland! Já chega e vá se aprontar pra dormir! - Ordenou furiosa a Sra. Orsabel. Ela sempre condenou a atitude de todos por terem abandonado Dakini, mesmo que ela tenha dito que não queria mais contato com ninguém... se é que ela realmente o disse! No estado em que ela estava, totalmente transtornada, não deveria ter sido levada a sério em muitos aspectos.
-- Qual é mãe? Não sou mais criança, não! - Retrucou Roland, quase rindo.
-- Para mim, todos vocês sempre serão! E vocês dois - Moon se dirigia agora para Virgínia e Pedro -- vão pra casa ver se meus netos estão bem!
-- Claro que as crianças estão bem, mãe! A babá está com elas!
-- Sua mãe tem razão, Gin! Vamos logo pra casa! Pode ser que a baba esteja em perigo! - Disse Pedro, rindo marotamente.
A reunião daquele dia terminou, não sendo necessário que os militantes permanecessem em Forte Danúbio. Os membros mais jovens se teletransportaram para suas casas, enquanto outros se preparavam para dormir por ali mesmo. Apenas Casimiro Arcoverde voltaria para o Instituto de Magia e Alquimia Hermes Trismegistus, pois tinha muito a fazer e precisava deixar os demais Mestres e outros membros a par dos acontecimentos. Foi realmente uma sexta-feira estressante! Mas pressentia que algo podia melhorar a partir daqueles trágicos acontecimentos...

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