The Snake Stories

Série Contos de Snake - Tempo Paralelo, Caleidoscópio e Romances em Fragmentos

Feliz Ano Novo!
Feliz 2013!

O Ano da Serpente
Blog The Snake Stories



Disponibilizo para download o wallpaper que fiz para a coletânea Romances em Fragmentos, com uma foto diferente da mesma modelo da capa do livro.

A imagem é de uso livre, disponível no site Stock.Xchng.


O tempo passa, mas um bom livro é atemporal...

Hahahah! Sim, é verdade! Um bom livro é eterno, não se atém a datas... só não sei se Tempo Paralelo se encaixa nesse contexto, hehe.

De qualquer forma, bom ou não, o primeiro livro lançado da Série Snake Stories ganhou mais uma resenha... quer dizer, mais DUAS resenhas. E uma delas foi pelas mãos-de-fada de Jossi Borges, autora de vários livros românticos, infantis e deliciosos.

Quer conferir?

Depois de um tempão re-revisando o arquivo, finalmente enviei ao Clube de Autores mais um livrinho \o/

Trata-se da coletânea "Romances em Fragmentos", da Série Snake Storie's, com 5 contos de romance e magia distribuídos ao longo de 144 páginas.
Um dos contos, "Samhain", também foi publicado anteriormente na antologia "Beijos e Névoas" e está disponível para download, que acaba por servir de degustação tanto para a "Beijos" quanto para a "Romances".
E se quiser ler as primeiras páginas, conhecer a página no Clube de Autores e até mesmo adquirir a obra, acesse:
Capa inteira e orelhas: tudo bem colorido e ilustrado como a autora gosta XD

Um presente para as leitoras e interessadas em Tempo Paralelo:
um wallpaper exclusivo com a foto da capa do livro... até que tá bonitinho, não é?

 
 
Para começar super bem esta (menos) calorenta quinta-feira, apresento o mimo feito e presenteado pela amiga escritora Jossi Borges, para o livro Tempo Paralelo.
Jo: hoje já disse que te amo??!
 

Ilustração by Suzanne Pelt

Capítulo I
P
or mais aparentemente adiantada seja uma civilização, ela sempre esbarrará com as chagas humanas do Orgulho e seus filhos diletos: a Arrogância, a Insensatez, a Vaidade, a Prepotência, a Estupidez. E, por mais evoluído seja um povo, sempre haverá aqueles indivíduos de grande capacidade mental e baixa qualidade moral, e estes não medirão esforços para conseguir o que desejam, nem que para isso tenham que usar todos os seus dons e qualidades para pisar, destroçar, destruir.
E a Ganância de um único Ser muito poderoso faz com que uma guerra seja deflagrada.
Há um mundo fantástico com o qual nós dividimos nosso planeta. Neste mundo, todas as lendas e suas criaturas existem, andam, respiram, amam e odeiam como nós. Abençoados ou malditos, a verdade é que algumas pessoas nascem com dons que nós apenas imaginamos e lemos nos contos de fadas – ou histórias de terror. E este mundo fantástico, incógnito e contíguo ao nosso, vive uma época conturbada, uma guerra fria entre facções. De um lado, um grupo de feiticeiros que não aceitam a condição de viver escondidos dos “Inconscientes” (que somos nós, os pobres deficientes de Magia) e querem governar não apenas o seu “Mundo Magnífico”, mas também o nosso “Mundo Incônscio” (como eles o chamam), e fazer-nos seus escravos ou apenas defuntos. E, do outro lado, está o grupo que lidera tal mundo e não tem nenhum interesse de que nós saibamos de sua existência, acreditando que tudo está muito bom desse jeito.
Dessa Facção, há um subgrupo, o Resistência Autônoma, que se mantém oculto nas sombras do conhecimento geral, agindo na clandestinidade, sempre de tocaia, surpreendendo a Facção opositora autodenominada Exército Negro, liderado por Anthrax, um Mago Negro extremamente poderoso e profundo conhecedor das Artes Obscuras.
As reuniões do Resistência Autônoma estavam se tornando cada vez mais constantes à medida que a Guerra Fria se aquecia, com ataques terroristas contra os Inconscientes e suas cidades, sabotagens no meio social do Mundo Magnífico e, até mesmo, atentados contra feiticeiros, principalmente àqueles que têm o sangue diluído com outras raças, inclusive as dos Inconscientes.
Todos estavam quietos, taciturnos. Um dos integrantes do grupo era um “Yagi” (um agente-duplo) e ele trouxe a notícia de que uma emboscada estava sendo preparada para o grupo. O Yagi era Anderson Hardock Lobo, feiticeiro poderoso, conhecedor das Artes Obscuras e espião do Resistência Autônoma, infiltrado no Exército Negro.
—  ... eles estão cada vez mais ousados. Não pretendem mais se manter escondidos. Muitos Soldados já estão infiltrados entre os Inconscientes e os nossos cidadãos. A intenção deles é nos pegar desprevenidos, de guarda baixa, em momentos que menos esperarmos. – Falou Hardock, em sua voz mansa e grave. Seguiu-se um silêncio mórbido, quebrado apenas pelo crepitar as achas da lareira.
Eles querem causar pânico, é isso? Armar ataques em plena luz do dia, em pleno centro comercial? – Evangelina se pronunciou depois do silêncio que parecia durar uma eternidade, trêmula pelo esforço em conter a sua raiva e indignação.
Exatamente, Srta. Dracena... – Hardock respondeu, erguendo os olhos de azul enegrecido.
Evangelina fechou ainda mais forte as mãos em punho, ferindo as palmas com suas unhas longas. Ela era uma feiticeira poderosa, apesar do seu sangue diluído, e por isso era um dos principais alvos do Exército Negro, que prezava além de tudo a pureza de linhagem.
Você compreende bem o que isso significa, Vangel?! - Thomas  Dobermann encarava a amiga com uma fúria mal contida nos olhos.
Compreendo bem o quê, exatamente, Tom? – Falou arrastado, contendo-se de sua raiva, o que deixou o rapaz ainda mais furioso.
Juliano está certo! Tantas horas sobre livros e trancafiada em bibliotecas finalmente estão surtindo efeito em você! O seu cérebro está derretendo! Será que você não consegue perceber a gravidade da situação, Vangel?! - Thomas termina quase num grito.
Todos prestavam atenção à discussão dos dois amigos, esperando que suas preocupações fossem assimiladas por Thomas e este fizesse com que a ideia de perigo iminente entrasse na cabeça de Evangelina. Não eram apenas Juliano e Thomas que acreditavam que a moça se arriscava demais em levar uma vida normal, como se nada demais estivesse acontecendo. Ela era um dos membros do Resistência e alguém muito ligado a Thomas Dobermann e Casimiro Arcoverde. Entretanto, essa preocupação não pesava na mesma proporção aos membros mais antigos, principalmente a Arcoverde, que confiava plenamente nas convicções da moça e sabia que a missão dela seria de extrema importância e de muita valia quando chegasse a hora de agir. E Lobo parecia se divertir com o contraste da fúria de Thomas com o autocontrole de Evangelina.
— É claro que percebi a gravidade do problema. E, francamente, é uma ideia ridícula! Parece historinha de filme de sessão da tarde. Não acredito que estamos travando uma guerra há mais de cinco anos contra seres com esse raciocínio! - Evangelina estava sarcástica e intolerante. Esse tipo de coisinha a tirava do sério!
— Vangel! Acorda! Você pode ser raptada a qualquer momento! Um Soldado pode agarrá-la enquanto você caminha tranquilamente para suas aulinhas na universidade dos Inconscientes! - Juliano estava tão rubro quanto seus cabelos.
— Que horror vocês dois! O que querem que eu faça? Encolha-me num canto escondido e espere que a guerra termine?! Se eu fizer isso, para mim a guerra já terá sido vencida por eles! Deixar de viver, sucumbindo a um tolo terrorismo psicológico é pior do que morrer!
— Diz isso porque não é você que seria culpada por qualquer coisa ruim que te acontecesse... - Thomas encarava a moça, mas agora com um tom ameno na voz, como se suas energias estivessem se exaurindo. Se acontecer algo a você, a culpa será minha! É a mim que eles querem chegar! Será a minha culpa, da mesma forma que foi a morte de nossos outros amigos! Por ter deixado Rômulo, o braço direito de Anthrax, escapar naquela noite; por ter posto todos vocês em perigo; por você ter quase morrido no ano passado quando um dos Soldados lançou aquela maldição silenciosa! Você estaria morta hoje se aquele maldito tivesse conseguido externar a voz! E isso é minha culpa!
Um silêncio constrangedor dominou a grande sala. Parecia ter  se passado horas até Evangelina quebrar aquele silêncio com sua voz doce e tranquila.
—  Thomas... você tem que parar de se culpar por tudo. O único e exclusivo culpado de tudo isso é Anthrax. - Aproximou-se de Thomas, segurando docemente o rosto dele para que a encarasse. Ninguém aqui é ingênuo. Todos têm perfeita consciência dos riscos que correm, inclusive eu. Tenha certeza de que seria muito mais fácil eu largar tudo isso e tocar minha vidinha sem me preocupar com guerra ou o que quer que seja. Eu conheço os riscos e estou pronta para eles... e não é de hoje!
Evangelina desvencilhou-se de Thomas e foi em direção à mesa da sala, em busca de sua bolsa e livros.
—  Bom... não sei quanto a vocês, mas preciso ir. Amanhã terei um dia longo pela frente. Terei que ir ao Corredor Cultural comprar uns livros, antes de ir pra faculdade ver meus horários e buscar a relação do material de Química.
—  A senhorita não gostaria de pernoitar aqui mesmo, Evangelina? - Arcoverde lhe dirigiu a palavra, e seus olhos demonstravam a confiança que tinha por ela. É mais fácil ir ao Corredor Cultural daqui e algum membro poderia fazer-lhe companhia.
—  Não, professor Arcoverde. Obrigada pelo convite, mas realmente preciso ir. - Virava-se para Thomas e Juliano, que a olhavam cruciante. Omega pode ser um gato mágico, mas precisa se alimentar também. O pobrezinho deve estar faminto!
—  Então Juliano e eu iremos com você e passaremos a noite em sua casa! - Thomas se prontificou.
—  Mas é claro que não! Sou uma moça solteira que mora sozinha! O que está pensando, afinal? - Evangelina respondia divertida, e sorriu largamente ao ver os rostos dos dois amigos se enrubescerem. Minha casa é tão segura quanto à de qualquer membro do Resistência, está protegida por feitiços e irei me teletransportar para lá! Não-há-perigo! Não-há-problema! - Evangelina pendura sua bolsa no ombro e abraça seus livros, enquanto se despede antes de teletransportar.
Juliano e Thomas ficaram inconsoláveis. Não conseguiam aceitar o fato de Evangelina nunca se abalar com nada, parecendo uma cabeça-oca sem noção de perigo. Os outros membros mais jovens voltaram a conversar enquanto outros também se teletransportam. Fox dá risadinhas fazendo sinal negativo com a cabeça, enquanto Lobo abafa uma risada mais calorosa, porém sarcástica. Arcoverde apenas observa com olhar divertido.
—  Essa menina é um caso sério! - Exclama Ramon Fox, entre uma risadinha e outra.
Ela realmente sabe o que faz. Não precisamos nos preocupar com ela... não em demasia. - Arcoverde sorria enquanto respondia a Fox.
—  Exatamente - dizia Lobo em resposta a Arcoverde, e dirigia seu olhar faiscante em direção a Juliano e Thomas.  Não é com ela que devemos nos preocupar... só com os tolos!
Thomas sente o sangue ferver e tenta se controlar para não voar no pescoço de Lobo.
—  Qual é a tua, Lobo? O que está querendo dizer, afinal?!
—  Que apenas os tolos se deixam levar pelas emoções e não conseguem manter a frieza necessária! Se a metade dos membros do Resistência Autônoma tivesse o mesmo temperamento ponderado da Srta. Dracena, essa guerra já teria se findado há tempos!
Thomas e Juliano pensaram em retrucar, mas estavam em estado de choque por ouvir um elogio a Evangelina proferido por Lobo!!
—  Casimiro, também vou embora. Há muito o que fazer agora que o ano letivo está para começar.
—  Claro, Anderson. Amanhã nos veremos no Instituto Hermes Trismegistus.

Prólogo

O quanto nós conhecemos da realidade do nosso próprio planeta? Quantos conhecem todos os países, estados, cidades, povoados, aldeias, condados, províncias, distritos e bairros existentes? O quanto conhecemos dos nossos irmãos, de suas vidas e suas culturas? O que a ciência ainda não tomou conhecimento? Quantos povos ainda permanecem incógnitos a nós?
O mundo é muito mais do que parece. Não é um mundo pequeno como costumamos dizer quando encontramos um conhecido (geralmente desagradável) no último lugar em que esperávamos encontrá-lo. Em pleno século 21, ainda há povos que vivem na idade das cavernas e em nada se diferenciam dos nossos ancestrais. Há povos que apenas tiveram o conhecimento do homem branco há poucos anos. E há povos, em sua sapiência, que evitam deliberadamente o contato com os povos brancos, negando a sua existência e mantendo-se distantes de qualquer civilização destruidora e dominante.

E, de todos esses povos de todos os lugares, até daqueles em que ainda não se teve o devido conhecimento, quem nos garante que todas essas pessoas são iguais a nós? Não diferente na cor da pele ou na fisionomia do rosto, mas diferente no cerne. Quem nos garante que não haja mesmo um povo capaz de manipular as forças da natureza e usar as energias dos elementos aos seus propósitos? Quem garante que, em meio a milhares de povos dos milhares de lugares do mundo, não haja aqueles que praticam a magia tal qual nós navegamos pela internet ou falamos em celulares?

Afinal, isso também não seria considerado magia? Transportar pelo ar, através de ondas e partículas de energia, imagens e sons?

Pois que o mundo é enorme o suficiente para acolher milhares de vidas que passam despercebidas por nós e debocham da nossa ciência infantil, manipulando a energia através de sua vontade assim como fazemos através de máquinas.

No mundo que conhecemos também há um mundo que desconhecemos. Dele apenas temos lendas que alguns crédulos cultuam. Mas as lendas, de alguma forma, são baseadas na realidade – ou no que foi realidade em alguma época. E nós dividimos o mundo com essas pessoas diferentes. Pessoas que são capazes de manipular a energia e os elementos usando apenas a sua mente e a sua vontade.

Há um mundo paralelo ao nosso, co-existindo ao nosso lado, mas invisível aos nossos olhos acostumados a não ver. Um mundo em que a magia impera e magos, feiticeiros e bruxos vivem como nós e, muitas vezes, ao nosso lado.


Tempo Paralelo é o primeiro livro publicado da Série Snake Storie's. É um Romance de temática sobrenatural, em que os protagonistas são Bruxos e Magos que vivem lado a lado com o restante da humanidade.

Este Romance é uma readaptação da fanfiction potteriana "Duas Realidades", escrita e publicada no site FF.net, em 2004, quando comecei a usar o pseudônimo Snake Eyes. Os personagens principais, na fic, eram Severus Snape e Hermione Granger.

No livro, os principais personagens se tornaram Anderson Hardock Lobo (o nome é uma brincadeira com o nome de uma rua aqui do Rio) e Evangelina Dracena.

O pano de fundo - uma guerra entre magos do bem e do mal; um mago poderoso que quer dominar o mundo; exército do bem X exército do mal; uma escola de magia; etc - permaneceu, pois, como pano de fundo, ele não tem influência direta com a história, servindo apenas como cenário.

A originalidade está mesmo na história de Hardock Lobo e Evangelina, dois bruxos que têm as suas vidas cruzadas quando a mocinha sofre um acidente no tempo, fazendo com que ela volte ao passado em 21 anos, conhecendo aquele que um dia se tornará o seu Mestre Alquimista no Instituto Hermes Trismegistus.

Agora, vamos falar de uma parte complicada que muita gente desinformada confude e acaba por torcer os fatos: o PLÁGIO.

Citações devidamente creditadas, referências e IDEIAS não são plágios. Principalmente as IDEIAS, pois estas são de DOMÍNIO PÚBLICO. Isso quer dizer que: qualquer um pode se inspirar numa ideia e criar outra nova. Isso se chama influência artística. Se assim não fosse, não havia mais novas histórias há séculos! Porque, de uma forma ou de outra, TUDO já foi criado e citado. O que hoje se faz são releituras ou readaptações, seja de livros já escritos, contos e lendas e mitos folclóricos, histórias baseadas em vidas de pessoas, de lugares, de objetos, de acontecimentos que marcaram história e por aí vai.

Vamos pegar um exemplo beeeem pop: Edward Cullen, de Crepúsculo.

Edward Cullen é um vampiro: lindo, maravilhoso e talentoso, mas um vampiro. Igual a ele temos Lestat de Lioncourt, de "Crônicas Vampirescas" (não sei se o bonitão foi o primeiro vampiro gostoso da história dos contos vampirescos, não sou aficionada por esse gênero, mas sei que esse personagem foi inspirador em muitos outros, até no mangá, como em "Night Walker"). Então, se a paranóia dos desinformados fosse mesmo verdadeira, poderíamos dizer que Stephenie Meyer plagiou Anne Rice.

Apesar de Edward Cullen ser um plágio de Lestast de Lioncourt (segundo a "torcida do contra" carente de informação), ele tem a sua parte super original (no sentido de originalidade, e não como metáfora para algo de ótima qualidade, por favor!): ele é um vampiro que se alimenta de sangue de pobres animais e, além de NÃO sofrer combustão quando exposto à luz solar, ele brilha! Ele brilha porque a pele dele é cristalizada!

Daí, Edward Cullen é uma RELEITURA dos antigos e tenebrosos vampiros, misturado com a beleza e a classe de Lestat, e ainda um personagem que trás algumas características originais jamais antes usadas por quaisquer outros autores de contos vampirescos.

Temos aí um tema pra lá de batido, mas modernizado e readaptado.

Quando Harry Potter foi lançado, muitos fãs de Timothy Hunter acusaram J K Rowling de ter plagiado a criação de Neil Gaiman: uma minissérie em quadrinhos chamada "Livros da Magia", publicada pelo selo Vertigo da editora DC Comics (e publicado no Brasil em 1991 pela Editora Abril).

Não quero usar este texto como argumento para defender a minha incompetência em criar um universo completamente novo, inédito, que autor nenhum antes criou. Não sou ingênua nem arrogante o suficiente para ter tal pretensão!

Com este texto quero apenas provar que NÃO NEGO a minha influência literária, a qual me inspirei e me baseei no universo de Tempo Paralelo.

Sim! Tempo Paralelo é inspirado, em seu pano de fundo, no universo de Harry Potter, pois o Romance é uma readaptação, um remake de uma fanfic escrita em 2004.

E por que readaptar um texto de fanfic?

Porque a história é original (tanto que está registrada no Escritório de Direitos Autorais da Biblioteca Nacional). Inclusive os personagens que, na fanfic, apesar de representarem os personagens de outro livro, não possuíam as características marcantes que determinassem tal e qual.

E o que me motivou mesmo a fazer a readaptação foi o fato de muitos leitores terem preconceito em relação às fanfictions. Da mesma forma que a maioria dos leitores de fanfics não se interessa pelos trabalhos originais dos autores, pois a intenção deles é de ler coisas diferentes de suas histórias preferidas, os leitores de histórias originais não se interessam e mesmo se recusam a ler fanfics (mesmo que tenham sido escritas por seu autor favorito - o que não é o meu caso, já que não sou autora preferida de ninguém - mas Snake era!). Então esse fato se acrescentou à ideia anterior de readaptar e publicar, criando um novo livro.

Os demais livros do projeto Séries Contos de Snake seguem essa mesma linha. Todos são remakes de antigos textos de fanfics publicadas entre 2004 e 2008.

São originais, sim, no sentido de que todas são histórias novas escritas sob um pano de fundo existente, que em algumas histórias esse pano de fundo sequer existe, pois a narrativa se centraliza apenas nos personagens. Mas, não é original, no sentido de algo completamente novo e inédito em termos de Literatura Fantástica.

Nesse caso, o que você acha que é e não é original na Literatura (e no Cinema e no Teatro e na Música e na Arte)??

Ah, e antes que eu me esqueça - e já estava esquecendo - o livro Tempo Paralelo está à venda no site Clube de Autores - www.clubedeautores.com.br/book/120005--Tempo_Paralelo. E, até o dia 8 de setembro, estará com 25% de desconto no seu preço de capa.


Ilustra de 29Chelizi
Este blog já existe há algum tempo... aliás, há muito tempo. Ele foi criado na intenção de publicar as fanfics potterianas do alterego Snake Eyes. O tempo passou, o mundo girou, o público da internet mudou - e mudou MUITO! - logo, essa pretenção inicial perdeu completamente o sentido de existência.

Assim como fiz com outros blogs, coloquei este em hibernação, para tirá-lo da geleira apenas agora, mudando o título e o endereço: de Snake Pit, passa a ser The Snake Storie's; de snakefanfics.blogspot.com, passa a ser seriesnakestories.blogspot.com.

Mas as mudanças não se restringem aos nomes.

Mudou também a pretenção.

Agora, este blog não será para publicação das fanfics de Snake. Isso é passado (uma parte maravilhosa do passado, mas que passou, como tudo na vida).

Este blog ressussitado tem como destino arquivar e informar tudo que for relativo ao projeto literário Série Snake Storie's ou Série Contos de Snake.

E o que vem a ser isso?

São contos, noveletas e romances reciclados. São readaptações e remakes dos antigos textos de Snake Eye's BR, que publicou no site FanFiction.net entre 2004 a 2008.

Sim, você pode acreditar sim em seus olhos: eles não estão te enganando! É isso mesmo o que você está lendo!

Isso é pilantragem? Coisa de incompetente? Até pode ser.

Bem, já que chegamos a essa parte, deixe eu me apresentar melhor.

Meu nome é Patricia Kovacs e é esse nome que consta na minha certidão de nascimento. Meu nome de guerra (já que todos nós sempre vamos à luta, sendo putas ou não) é Pat Kovacs. Esse pseudônimo foi usado por muitos anos, desde a década de 1990 até a primeira metade da década de 2000. Mas eu cansei do underground, dos quadrinhos, dos desenhos, e quis sair de cena. Só que esse meu "exílio" não durou muito tempo. Sou uma filha de Yemanjá, um Ser Natural do Trono da Geração. Ficar sem criar nada é como uma ameaça de morte para mim. Daí que surgiu Harry Potter, as fanfics e, finalmente, o alterego Snake Eye's em minha vida.

Porém, chegou o momento do próprio Snake sair de cena, pois tudo no mundo tem o seu momento de nascer e morrer, de chegar e partir...

O resto você pode advinhar.

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